terça-feira, janeiro 03, 2006

Olá Zé e Ana


Espero que tenham passado bem. Recebi uma carta do Manel. O tipo anda feliz. Encontrou UMA que o atura. Já não tenho pachorra para as nóias dele. Diz-me que está erodível. Mas que porra é esta? Fez-me ir ao dicionário e ainda fiquei pior! Patife dum raio! Olha, mudando de assunto. O Rijo esteve cá por casa. Vai para Miraflores. Leva todos os livros do Searle e do resto diz-me: fogo! Outro Manel em sentido ascendente! Desde que lhe arrancaram preventivamente a próstata ouve mal do ouvido esquerdo. Dificuldades metafísicas! Eu, por estabilidade, solidez, lealdade e adesão continuo a ter que aturar cá em casa o maricas do Humberto. Passa o tempo na casa de banho. Vá-se lá saber porquê! Diz-me que é do estômago. MENTIRA. Ou talvez não. Sabe-se lá o que bicho come por aí. Quem também apareceu foi a Judite. Limpinha como sempre. Esforçada por definição. Perturbada, digo-vos eu. Não sabe a que classe SOCIAL pertence. Coitada, bastava olhar-lhe para a dentadura e a resposta seria escurinha. Passou o tempo inteiro a injectar-me dizeres sociológicos: tudo está em mudança. Tudo é efémero e erodível. Chiça! Muda de vida Manel!.