segunda-feira, dezembro 05, 2005

A uma Oferta de Emprego para Presidente da República

é algo que poucos podem concorrer. Incompreensivelmente, porque a selecção do candidato não depende de um, dois ou três avaliadores. Da subjectividade de uns e da miopia de outros. Processo de recrutamento mais democrático não existe: “o país vota e decide” sobre aqueles que enviam os currículos, não os outros. Para os decisores toda a atenção tem-se centrado no perfil de recrutamento. A idade, física, cronológica, mental, ideológica e outras. Os saberes, do país e do mundo, da economia e do mercado. A profissão, do professor sem politico e do politico sem professor. O currículo, a sua natureza partidária ou apartidária e quem o recomenda ou não em comissão de honra. È sobre isto que os avaliadores têm discutido, escrito e reflectido. Em Janeiro, no momento de decisão, faltará (ainda) o perfil da função. Como decidir entre o detido (pelos candidatos) e o requerido (pela função)? Tudo isto é obviamente considerado normal se a empresa atribuir pouca ou nenhuma importância ao desempenho desta função. Será tudo uma questão de preenchimento de um quadradinho no organigrama da república...