quinta-feira, outubro 27, 2005

PRESIDENTES e tangas

Que triste é ver, por todo o lado, escrito e falado, que as presidenciais ou o presidente salvam o país da sua queda natural. Que romantismo dizer que a confiança dos portugueses depende do comportamento do futuro eleito! Ou mais inocente ainda é alocar a esse comportamento um outro comportamento, o da nossa economia! País que a si próprio se convence disto é um país sem nada: sem economistas, sem gestores, sem médicos, sem empresas, sem mercado. É um país de espelhos. Profundas contemplações no ego e nada mais que uma imagem para auto-consumo. Vinte anos depois, o que somos hoje? Quem por lá passou, nos gabinetes, nos governos, nas comissões de avaliação, nos corredores da assembleia da república, nos conselhos de ministros, o que (nos) fez? Onde (ainda) estão? Onde (já não) está o nosso país?