quarta-feira, maio 25, 2005

A GESTÃO PÚBLICA - breves apontamentos de campo

1.
Regras para destruir a criatividade na sua organização adaptadas de Morgan e publicadas por Pinha e Cunha:

1) fingir sempre que sabe mais do que aqueles que o rodeiam;
2) policiar os empregados por quaisquer meios normativos que consiga descobrir;
3) fazer verificações diárias do progresso de cada um;
4) garantir que as pessoas têm longos períodos de trabalho todos os dias;
5) levantar as maiores barreiras entre as áreas técnica e comercial;
6) evitar conversas pessoais com os empregados, excepto para anunciar aumentos;
7) tentar ser o porta-voz exclusivo daqueles sobre quem se tem responsabilidade;
8) responder afirmativamente às ideias inovadoras mas não fazer nada para as pôr em prática;
9) marcar muitas reuniões;
10) canalizar cada nova ideia para as vias formais estabelecidas;
11) seguir escrupulosamente as regras, i.e. não “inventar”;
12) cultivar a síndrome “não-fomos-nós-que-inventámos”, rejeitando tudo o que for ideia de outrem.

2.
Viva, já ganhámos este prémio,
sobretudo graças aos records obtidos nos pontos 1, 6, 7, 8, 10 e 11!

3.
Onde é que eu já vi isto????
Algumas das regras não serão "inventadas" por ilustres conhecidos??

4.
Não poderíamos escrever um tratado, um paper, um guia, um manual de como implementar estas brilhantes regras?
Tudo seguindo os procedimentos formais e habituais… Ah, claro! não deveremos esquecer a importância de anexar as evidências…;-)

5.
E a Matriz de controlo?

6.
Oh…imperdoável o meu esquecimento! A “famosa” matriz de controlo também conhecida como checklist… a aplicar obviamente depois de definirmos o perímetro do guia ;-)
PS – para quem não tem estado por cá esta é uma das expressões preferidas dessa língua frequentemente incompreensível que dá pelo nome de …

7.
Yes!!!

8.
Estão em circuito fechado :-(

9.
Não faz mal. Existe outro grande exemplo da aplicação dessas regras. Verão tudo isto e muito mais!!

10.
Tens razão. Não é circuito fechado, é raciocínio fechado (já nos afectou o raciocício). De qq forma, leia-se outras traduções actualizadas e frequentes, bem conhecidas. Queres experimentar entrar no jogo? Agora tenta tu...

11.
Eu explico: “definir o perímetro de” significa definir a estrutura de, por exemplo, determinado documento: o que queremos e o que não queremos abordar. Isto do ponto de vista teórico. Na prática, é uma expressão que é usada para nos mostrar o que ainda não está feito (“o perímetro ainda não foi alcançado”), o que ele ainda não teve tempo/vontade de fazer (“temos de definir o perímetro”) ou o que ele acha que a equipa não é capaz de fazer (“não há competências na equipa para alcançar esse perímetro”).;-)

12.
Desculpem o circuito fechado, mas hoje (toujors!) está inspirada!!
Ana: tens passar isto para o papel (GUIA); a equipa ainda não partilha suficientemente; não guardes para ti!...

13.
Realmente eu essa não conhecia. Pensava que era …

14.
Vocês esquecem-se que nós somos "meios irmãos"!! E para que os nossos "pais" sejam coerentes, utilizam precisamente a mesma linguagem. Senão vejam:

" … conteúdos e suportes de qualidade, seleccionados criteriosamente tendo em conta nomeadamente os requisitos associados à Concepção na sua selecção."

Podia ser mais claro?!?

15.
Já iniciou o jogo, e com muito boa pontuação. Bravo!

16.
A escola, a inspiração e o paradigma são os mesmos ;-)


17.
Avança a passos largos, já alcançou o pelotão!

18.
Isto assim de repente parece um chat do curso eTrainers ;-)
E ainda dizem que nós não partilhamos informação (boca atirada ontem na formação). Partilhamos informação, mas com quem vale a pena que isto “não é para quem quer, mas para quem pode”

19.
Obrigada! Mas vocês têm uma grande pedalada.

20.
Mas por aqui a nossa "Mãe" conseguiu uma coisa extraordinária. Transformar um grupo relativamente grande de mulheres, qualificadas, competentes, motivadas, num bando de administrativas, desesperadas, mas com a missão de seguir sobretudo as regras 1, 9, 10, 11 e 12. Ou seja transformaram-nos em executoras destes princípios...
É perverso, não acham?

21.
É ABSOLUTAMENTE terrível e uma perda de recursos. E depois falam no atraso português. Os principais recursos desperdiçados em Portugal são os RH!!!!!

22.
Mas há mais! Tens que fazer isto com um sorriso na cara, dar grandes gargalhadas, pareceres a pessoa mais feliz do mundo e nunca questionar... Enfim, uma pequena ditadura que passa muito discreta...

23.
Bem, Sandra, isso está lindo.
Não há melhor que as DISCRETAS!...

24.
sem dúvida. às vezes (e isto já reflecte a minha experiência aqui) acho que não sabem o que fazer com pessoas qualificadas e motivadas

25.
Ficam baralhados, não é?
As chefias precisavam de se reconverter!

26.
Onde estás? Fazes lembrar os incendiários que lançam o fósforo e ficam a ver os carros de bombeiros a chegar. Isto já é um chat! Formação síncrona em contexto de trabalho. Não negues a importância de um sorriso, sobretudo se for irónico ou sarcástico ;-)

27.
Ou de emigrar … ou de serem corridos… ou de irem “chatear o Camões”…

28.
As chefias precisavam era de serem colocadas como técnicos em países como a Finlândia, Suécia, Dinamarca, Japão, ou até na China! Passavam rapidamente a pessoal de limpeza e percebiam o valor do trabalho e reconhecimento do mesmo. Para além de estranharem o facto das "amizades", casamentos, etc. nestes sítios não funcionarem como catapulta para o sucesso... Quero ressalvar as devidas excepções, porque também é capaz de as haver, não acham?....!

29.
Claro que há excepções.
As chefias que já tivems há muito tempo nesta casa (seleccionem as que mais gostarem, entre as de topo e intermédias) têm muita coisa que temos a apontar como negativo, mas para mim eram outra coisa... E, eis a minha teoria: estavamos muito mal habituados, fomos ouvidos (qb), reconhecidos "narcisados" (afagado o ego), etc... e agora estranhamos. Mas, as chefias medianas (para não dizer mais) são a norma (a curva de Gauss) em Portugal! Será que nos outros países o pessoal também se queixa assim? Aqui é uma praga (as chefias, não o queixarmo-nos!).

30.
O nosso país está a precisar de bater no fundo...
Ò! Onde estás??