segunda-feira, maio 30, 2005

CHOQUE TECNOLÓGICO

Não há nada de novo no “choque tecnológico”. Basta ler umas coisas com mais de 60 anos e perceber qual é a sua mensagem-chave. Ou olhar para os exemplos de Silicon Valley ou mais recentemente a prática de Austin. Pois agora parece que o politico descobriu a conectividade. A ideia é pôr todo o agente (como eles dizem) a conectar: estado com empresas, empresas com universidades, empresas com centros de I&D, I&D com o mercado, a Joaquina da feira de Carcavelos com o Manel da feira dos enchidos do Fundão, o contribuinte com o guiché das finanças…


É claro que isto vem dos mega-paradigmas da inteligência estabelecida. A sociedade do conhecimento, a da rede, a própria economia do conhecimento, o trabalho em rede….
A malta por cá descobriu agora a dita pólvora! Descobriu ? Mas (e) fazer? Falemos, em síntese, apenas de um dos muitos nossos problemas sobre o conectar. Quem é que nós temos cá para pôr então toda esta gente (pessoas e organizações) numa conectação permanente e consequente? Sim, porque conectar sem consequência, mais vale estar como está! Aconectado! Ora, para além de serem precisas duas superfícies (duas pessoas, dois serviços, dois departamentos, etc) é necessário o link (cá para nós, ligação) que desencadeia essa coisa agora descoberta (ou melhor, encontrada!). Pomposamente, esses agentes de ligação. Pois, os brokers, ou os facilitadores de, ou os agentes de. Pouco importa. Os que “multiplicam” os espaços e os contextos de difusão, os contágios e a propagação…..

Mas quem, no nosso país, está para servir de médium a essa conectivicialização? Para os que aceitarem apenas desejo uma coisa: no estado a que isto está e cheira, as suas eternas e merecidas melhoras.