quarta-feira, fevereiro 16, 2005

TER

A dois minutos podiamos ver os últimos cinco minutos. Manhã cedo. Muito frio. Poucas pessoas acordadas. Dois minutos antes e a promessa que me fez seria cumprida pela ausência do nosso encontro. Aprendi com ele algumas coisas sobre os bons dias das pessoas. Quase nunca saimos juntos. Ele gostava de colocar uma frase quando descia a rua principal da casa Ilha. Não que fosse uma vontade de habitar a fronteira. Para mim, não era mais do que uma acção para os outros conseguirem estar à espera. Rolante, sem função de escada e assim de acesso, fez com que eu fosse, na ausência do meu esforço, um único corpo.