quarta-feira, fevereiro 02, 2005

As raparigas feias não pedem ajuda aos amigos

Estavamos a navegar com imenso gozo. A sensação de ir sempre em frente e não conseguir ver por onde iamos. O corpo sem fundo. Pesado. Seria impossível qualquer coisa conseguir parar o nosso movimento. Estavamos com frio. Avançamos agora para a parte final. Como é impossível parar a idade das coisas. Voltar a fazer na mesma acção. Agora sim, pedir desculpa à rapariga que não tinha ficado na margem do rio. Ela, na nossa frente, não nos diz agora o que tinhamos ouvido antes. O nosso corpo também já lá não está. Esclarece: consideras, eu e ela, amigos?