sexta-feira, janeiro 13, 2006

La dificulté d´élaborer une pratique commune

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quinta-feira, janeiro 12, 2006

AGORA

A última vez que o ouvi ouvi-lhe coisas sobre um novo projecto. Desastres de aviões. Pesquisou. Inventariou. Encontrou. Achava belo olhar para os destroços de uma cabine. Trabalharia a cabine. Outra cor, mais cor. Deitada, em pé. Uma colagem. Traços. Riscos. Várias colagens. Outra cabine. O envolvimento pareceu-me real. Afectivo. De dentro. Preenchido. Quantos aviões seriam precisos para a sua felicidade? Quantas notícias foram ditas e escritas sobre aquele avião? Haverá gritos naquelas folhas de papel? Quantos homens foram precisos para vermos avião? Há meses que não sei puto do seu projecto. Há meses que nada dele sei. Estará na cabine? Na folha? A última vez que o ouvi vi-lhe coisas sem sofrer alteração alguma.Preso na altitude.

HOJE

Por motivos que passo a explicar, não almocei. Coisa de pouca importância não fosse o corpo pesar mais de 100 quilos. Faz bem de quando em vez ficarmos assim, não entre nada, mas próximos de um dos lados. Sobre o lado que me move:

a)As pessoas riem e divertem-se umas com as outras; trazem para a conversa estradas por onde passaram, corpos que tocaram, desejos com muitos centros e gargalhadas do momento. Não partem. Distribuem.

b)As pessoas pensam sem rumo, dizem tantas coisas apenas com felicidade. Muitas transpiram, enganam-se porque podem dizê-lo. Deliram porque procuram.

c)As pessoas não escrevem o que os relatórios querem. Dispensam o sucesso e caem em tentação. Incluem o às vezes, o entretanto, o nem sempre, a adição e a subtracção. Elevam o denominador à presença dos que ainda não estão.

d)As pessoas nadam face-to-face. Vão ao fundo. Desenham lá em baixo o resultado de muitas experiências. Removem partes e gostam do silêncio. Não são transportadas. Transportam-se. Retiram a tampa e no mar navegam sem mapa.

e)As pessoas são natureza. Não definem. Não formatam. Não estruturam. Não regularizam. Alimentam-se, comunicam e reproduzem-se. Não ocupam. Visitam,na fragilidade das escalas.

f)As pessoas nunca foram modernas. A noite continua a ser escura e perigosa.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Essay Concerning Human Understanding

"Essay Concerning Human Understanding" was a live, bi-directional, interactive, telematic, interspecies sonic installation I created with Ikuo Nakamura between Lexington (Kentucky), and New York. In this work, a canary dialogues over a regular phone line with a plant (Philodendron) 600 miles away.



Eduardo Kac
1994

SHILLING, C. (1993) THE BODY AND SOCIAL THEORY, SAGE, LONDON

John Coplans


Self-Portrait (Feet, Frontal), 1984



Self-Portrait (Body Parts, nº 1), 2001

IMAGE OF SELF

Ingratiation

Individuals use flattery, agreeing with others opinions, and doing favours to get people with influence and power to like them.

Intimidation

Individuals convey the image of being potentially dangerous to those who might stand in the way of their advancement. Managers, for example, might use veiled threats of exposure of organizations, problems with supervisors who are trying to block their promotions.

Self-promotions

Individuals embellish their accomplishments or make overstated claims about their abilities in order to win the respect and admiration of their supervisors. Individuals may self-promote to strategically displaying certificates or awards, claiming they have outside job offers, and puffing up reports of their accomplishments.

Exemplification

Individuals create the impression of being self-lessly dedicated or self-sacrificing, so that people in positions of influence will feel guilty about this and end up giving them desired rewards or promotions. For example, an individual might always arrive at work early or leave late in order to create the image of dedication to his or her job.

Accounting

Individuals attempt to distance themselves from negative events in which they have been involved. Among other ways, they may do this by denying personal responsibility for the problem (making excuses such as “I was merely following orders”) or by diminishing the dimensions of the problem (making justifications such as “It’s really no so bad”).

Supplication

Individuals try to get people in positions of influence to be sympathetic or nurturant toward them. Employees might bolster the allegiance their bosses have to them by asking to be mentored or “taken under their wing”.

Feldman e Klitch (1991)

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Paul Kl._

Eram precisas poderosas explicações. Em duas semanas a Linha decidiu que deveria voltar a estar quieta. Parada na folha. Tinha sido Ponto durante quase toda a vida. Começou a sentir-se sentida por uma rebelião interior. Esta possibilidade deixou-a em guerra civil com a sua consciência. Movimento ou não movimento. Nunca tinha pensado no assunto. Foi na vigésima folha que tudo começou. Seria impossível ela (Linha) e ele (Ponto) estarem, não no mesmo lado da folha mas – muito mais grave – na mesma folha. Mas ambos não sabiam uma coisa: quando Ele caminha, Ela pára. O mesmo será dizer-vos que Ele deixou de existir para que Ela possa(sobre) viver. Não o inverso.

TRATADO DE OBSERVAÇÃO 1

Quando entramos numa garagem o que vemos?
Quando entramos num consultório médico o que vemos?
Quando saímos da garagem o que vimos?
Quando saímos do consultório médico o que vimos?

Na garagem vemos.
No consultório médico fomos vistos.

Quando entramos numa garagem com um cão o que vemos?
Quando entramos num consultório médico acompanhados por alguém o que vemos?

Na garagem vemos.
No consultório médico fomos vistos.

Quando saímos duma garagem que tem um cão o que vimos?
Quando saímos do consultório médico acompanhados pelo médico o que vimos?

Na garagem fomos vistos.
No consultório médico vemos.

Na garagem colocamos o médico.
No consultório o cão.

Vemos que o cão não é médico.
O médico não nos vê.

Na garagem.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Olá Zé e Ana


Espero que tenham passado bem. Recebi uma carta do Manel. O tipo anda feliz. Encontrou UMA que o atura. Já não tenho pachorra para as nóias dele. Diz-me que está erodível. Mas que porra é esta? Fez-me ir ao dicionário e ainda fiquei pior! Patife dum raio! Olha, mudando de assunto. O Rijo esteve cá por casa. Vai para Miraflores. Leva todos os livros do Searle e do resto diz-me: fogo! Outro Manel em sentido ascendente! Desde que lhe arrancaram preventivamente a próstata ouve mal do ouvido esquerdo. Dificuldades metafísicas! Eu, por estabilidade, solidez, lealdade e adesão continuo a ter que aturar cá em casa o maricas do Humberto. Passa o tempo na casa de banho. Vá-se lá saber porquê! Diz-me que é do estômago. MENTIRA. Ou talvez não. Sabe-se lá o que bicho come por aí. Quem também apareceu foi a Judite. Limpinha como sempre. Esforçada por definição. Perturbada, digo-vos eu. Não sabe a que classe SOCIAL pertence. Coitada, bastava olhar-lhe para a dentadura e a resposta seria escurinha. Passou o tempo inteiro a injectar-me dizeres sociológicos: tudo está em mudança. Tudo é efémero e erodível. Chiça! Muda de vida Manel!.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2005

BALANÇO. REPETE ESTA PALAVRA ATÉ TE SENTARES NA SANITA.

GLOBALIZAÇÃO – LYRIC PHILOSOPHY

Se me deres poder dou-te o mercado da china!
Se me deres poder sobes 10 lugares no ranking!
Se me deres poder ponho-te a dormir com o Sade!
Se me deres poder o capitalismo vira neo-realismo!
Se me deres poder é só carregares e podes começar a trabalhar!
Se me deres poder you reached the end of the line!
Se me deres poder faço-te um Kafka em Bocage!
Se me deres poder VIOLENCE IS ENDEMIC.

terça-feira, dezembro 27, 2005

PAGARAM-ME PARA VOS ESCREVER

Agora com 5 minutos depois das 7 da tarde pagaram-me para vos escrever. Analysis will be necessary. O mal que por que passei fica comigo. Sem respostas nada tens para me contar. A sério. Qualquer coisa fica entre nós. Vives no mato e quando cá vens gosto do que dizes. Apanhas o que ainda queres dizer. Anda outra vez. BIP BIP and Revolution ameaçou-me. Se não acabar o livro antes do Natal fico como estou. A Maria passou cá a noite. O Pedro não quis. Escreves para o equilibrio. Passa para cá um comprimido e não esperes a porta aberta por muito mais tempo. Fica comigo no pulso e no branco da folha. 15 anéis na lingua serão suficientes? No mato o som encontra this work because we will have the first results. Será livro?